O Mário é um GRANDE Belenenses é quando está em campo disputa cada jogada como se fosse a ultima.
Vamos conhecer um pouco melhor o Mário.
Nome: Mário Boa-Nova
Idade: 32
BA – Com que idade começaste a jogar basquetebol, e em que clubes
já jogaste?
MBN
- Comecei a jogar com 13
anos, quando o meu irmão levou-me aos treinos do Clube Recreativo Estrelas da
Avenida (CREA) na Escola Secundária Patricio Prazeres, clube que hoje em dia já
não existe. Fiquei até aos 18 anos, tendo depois sido convidado pelo Treinador José
Oliveira do União Desportiva Vilafranquense, para ir jogar para lá. Tive a
experiência de jogar na altura na 1ª Divisão (hoje em dia Proliga), alternando
com a equipa de Juniores. Passados três épocas, fui para a Maria Pia Sport
Clube, onde joguei sete épocas. A época passada não joguei e este ano tinha
decidido voltar a faze-lo. Comecei a pré-época no Vilafranquense, dado que
antes de saber que o Belenenses ia fazer equipa, já tinha dado a palavra a
eles. No entanto, o Vilafranquense acabou por decidir não fazer equipa e a
partir dai, vi que o meu destino era mesmo vir jogar para o Belenenses. Falei
com o João Machado e com o Treinador Gonçalo Marques, aos quais agradeço a
oportunidade de realizar este sonho.
BA – Qual é a tua melhor recordação até ao momento no basquetebol?
MBN
- Existem várias grandes
recordações, mas principalmente o ambiente, camaradagem e os amigos que fiz nos
Clubes por onde passei. O Belenenses não foge à regra. A nivel pessoal como
jogador, talvez por nunca ter sido um marcador de pontos, destaco dois jogos,
um quando estava nos Estrelas da Avenida, em que marquei 6/10 em triplos num
jogo contra o Estoril Praia e o outro foi no Vilafranquense em Juniores, quando
fomos à Malveira e eu marquei 32 pontos.
BA – O que é que te dá mais prazer no basquetebol?
MBN
- O jogo colectivo é o que
me dá mais prazer no basquetebol, tanto defensivamente como ofensivamente, além
de toda a emoção e envolvência que o jogo nos dá.
BA – Qual ou quais as pessoas que mais te marcaram ao longo da tua
carreira desportiva? Porquê?
MBN
- Além da família,
principalmente o meu irmão que quando pode está sempre presente e é ele o
responsável por ter iniciado no basket, existe muitas pessoas, entre jogadores
e treinadores, que poderia destacar. No entanto, vou aqui destacar dois
treinadores, José Abrantes (Vilafranquense) e Alfredo Sousa (Maria Pia), dado que
tanto um como o outro, tem uma parte humana muito grande e com os quais tive e
tenho um grande relação dentro e fora do campo.
BA – Quais os teus objectivos no futuro tanto no basquetebol como
fora dele?
MBN
- Ajudar o Belenenses a
subir à CNB1 é um grande sonho. No entanto, a carreira de arbitro é
interessante e posso vir a segui-la. Fora do basquetebol, o meu objectivo é ter
saúde e continuar a ter um trabalho, dado que, hoje em dia, isso é um luxo.
BA – Para além da aprendizagem nos treinos costumas ler ou
pesquisar assuntos relacionados com o basquetebol? Como e quais?
MBN
- Muitas das coisas que
aprendo nos treinos ou vejo em jogos na tv, tento fazer uma pesquisa no Google em
termos teóricos, mas também em visionamento de videos, tentando perceber o que
posso aproveitar nessas jogadas com o objectivo de ajudar a equipa. A minha
função de árbitro também me ajudou muito a entender ainda melhor o jogo.
BA – Por certo que acompanhas a NBA e a Liga Portuguesa de Basquetebol.
Qual a tua equipa e jogador favorito em ambas as competições?
MBN
- Na NBA, a minha equipa será
sempre os Boston Celtics, dado que o jogador que mais me fascinou e que me levou
a querer jogar basquetebol foi o Larry Bird. Hoje em dia, aprecio muito o jogo
colectivo e nada egoista do Rajon Rondo. Na Liga Portuguesa de Basquetebol, o
Sérgio Ramos por ser um exemplo dentro e fora do campo.
BA – Sendo o basket um jogo de equipa, para ti, o que mais
privilegias no espírito de grupo?
MBN
- A união, o diálogo, saber
ouvir as criticas e assumir cada um as suas responsabilidades, além de
incentivar esteja convocado ou não, isto tudo, seja nos bons ou nos maus
momentos, é meio caminho andado para um grande espirito de grupo e muito
dificil de quebrar.
BA
– Mário, além de jogares, todos sabe que também és árbitro. Porque
árbitro?
MBN
- O facto de não ter tirado
o curso de treinador, fez-me seguir para a arbitragem, com o intuito de ficar
ligado ao basquetebol, dado que tinha em mente deixar de jogar, sendo que hoje
em dia faço ambos. O estilo da arbitragem da NBA ou de grandes arbitros
portugueses, como o António Pimentel ou o Tózé Coelho, fez-me optar por esta
área, sendo a Sónia Teixeira, a grande responsável por esta opção.
BA
– Sendo um Grande Belenenses como és, explica-nos o que é ser do
Belenenses
e qual a sensação em jogares com a camisola azul da Cruz de Cristo.
BA
– O que achas dos teus colegas de equipa? O que gostavas de lhes
dizer
que ainda não tivesses dito?
MBN
- Gosto imenso da equipa,
dado que são todos jovens com imenso talento e com grande margem de progressão.
Em cada treino tento sempre dizer alguma coisa para os meus colegas, algo que
note que eles podem melhorar. De resto, não tenho assim muita coisa a dizer, a
não ser que continuem a trabalhar e a terem o prazer de jogar em equipa.
11 – Rapidinhas:
Prato preferido: Peitos de Frango com Farinheira
Filme que não esqueces: P.S. – I Love You
Viagem de sonho: Hawai e EUA.
Música favorita: Não tenho nenhuma favorita, mas gosto de música portuguesa como o
Rui Veloso, Pedro Abrunhosa ou os Amor Electro, do meu amigo Tiago Pais. Em
termos estrangeiros, Eric Clapton, Bon Jovi, Sting e U2, entre outros.
Rádio que ouves habitualmente: RFM e M80
Fruta preferida: Banana
Quem escolhias para passar um fim-de-semana: Isso agora… J
Para terminar:
Que conselhos dás aos teus colegas mais novos.
Aos
colegas mais novos, aconselho a não desistirem à primeira adversidade.
Aproveitem os jogos em que não jogam, para irem ver o jogo da equipa e tentar
perceber em que podem melhorar, dado que não é só a jogar e a treinar que
aprendem, a observação é muito importante.

